domingo, 4 de julho de 2010
Estão abertas as inscrições para o 2º Concurso de Poesia da Oficina Literária Verso e Prosa
O prazo para envio dos poemas termina no dia 30 de julho de 2010.
Podem participar todas as pessoas maiores de 16 anos, com textos inéditos.
O tema é livre e o poema deve ser em língua portuguesa. Cada autor poderá onscrever-se com 01 (um) poema.
1º Lugar – R$ 500,00 e certificado.
2º Lugar – R$ 300,00 e certificado.
3º Lugar – R$ 200,00 e certificado.
Participantes campolarguenses terão seus trabalhos julgados separadamente e o vencedor local receberá um prêmio de R$ 500,00 e certificado.
O poema deverá ser entregue o enviado para:
2º Concurso de Poesia – Oficina de Literatura Verso e Prosa
Biblioteca Pública Municipal "Dr. Francisco Ribeiro Azevedo de Macedo"
Rua Centenário, 2001, 83.601-000, Campo Largo, Pr.
Para obter maiores informações ou adquirir o regulamento, é possível entrar em contato com a Biblioteca Municipal, pelo fone (41) 3392-4012, ou diretamente com a Oficina, pelo e-mail oficinaliterariacl@gmail.com.
Saiba mais acessando http://www.oficinaliterariaversoeprosa.blogspot.com/.
Os meus agradecimentos a Eliane Kruguer, por tornar mais uma vez este concurso possível.
domingo, 7 de março de 2010
Apoio ao Chile


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Leonardo da Vinci's Musical Gifts and Jewish Connections
Escrito por Giovanni Maria Pala, com a colaboração de Loredana Mazzarella, o livro revela a existência de uma partitura musical oculta entre as mãos, os pães e as frutas representadas na última ceia, além de uma oração em hebraico escondida nos espaços entre as notas no célebre afresco.
Descubra:
- Como Leonardo escondeu as notas debaixo dos olhos de todos.
- O significado do nó na toalha utilizada na última ceia.
- Detalhes pouco conhecidos da vida e personalidade de Leonardo.
- A oração secreta ofertada ao mundo de Leonardo.
- O erro cometido por Dan Brown em O código Da Vinci.
Giovanni Maria Pala é escritor e músico. Recebeu, em 1999, o Leão de Ouro (categoria música étnica) no Festival de Veneza. É, também, autor da obra La musica celata, publicada em 2007.
Loredana Mazzarela, esposa de Giovanni, é artista plástica. Começou o trabalho com pintura clássica mediada por Sebastiano Greco, professor de Salento. Tem contribuído em diversas mostras e exibições, públicas ou pessoais, desde 1996. Continua pintando no estilo clássico e simbólico.
O livro pode ser encontrado em versão em inglês no site Amazon.com. Para adquiri-lo, clique AQUI.
Você pode saber mais sobre a obra e seus autores no site http://www.sunibbaru.com/
Para saber mais, visite o site http://davinciexperience.info/
Un ringraziamento speciale a Stefano Donno.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O quarto e a escuridão
John Everett Millais, "Love", 1862sábado, 9 de janeiro de 2010
Coragem
The Unwelcome companion: a street scene in Cairo (John William Waterhouse, 1873)Já não preciso mais de nada. Mas os meus versos ... eles não desejam mais me pertencer. Eles têm medo do que posso fazer. Eles estão em silêncio.
Mas admiro a vida alheia que passa diante de meus olhos ... fresca e exuberante.
Admiro aqueles que escolheram ter coragem. Coragem de usar as palavras, de compor seus próprios versos.
Algumas pessoas escolheram enfrentar a tempestade e transformaram seus rascunhos no livro de suas vidas. Essas pessoas sabem que os dias são plenos do sopro mirífico da esperança.
Eu escolhi ficar aqui. É como dizem que a vida segue. Não entrego meus versos, eu os procuro, mas não tenho mais o desespero e a vontade de antes. Se eles voam, apenas observo, pois não posso mais voar.
A ilusão de que meus versos tinham valor agoram deram lugar à certeza de que nada aprendi. Sigo apenas errando, sigo dentro do casulo que não eclodiu. E a vida se esvai.
Mas a vida alheia continua mirífica e, quem sabe, isso não faça minha poesia voltar? Eu retorno um pouco forte ... talvez.
Aos que possuem coragem ... ficam meus rascunhos. Talvez eles escrevam um novo poema.
sábado, 7 de novembro de 2009
Prelúdio
Eu o beijarei
com minha alma
em silvos
com minha boca
trêmula
com meu pensamento
indecifrável
Eu acariciarei
teus lábios miríficos
com o sopro
do meu hálito fresco
E verei em teus olhos oceânicos
a completude que me faltava
E serei a ti
tão indelével
quanto insuportável
Eu tocarei teu rosto
tua pele onírica
e fria
E te ouvirei
sibilante em meus ouvidos
resumindo-me a um brívido
Eu aceitarei
teu sorriso presunçoso
teus movimentos diáfanos
tomando-me em teus braços
Tornarei teu cheiro
similar somente ao sol
E, assim,
beijos sucederão beijos
E nós
estes novos amantes noturnos
correremos indolentes
pela doce madrugada
antes que te vás definitivamente
antes que, pela insensível manhã,
eu seja acordada.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
VENCEDORES DO CONCURSO DE POESIA DA OFICINA LITERÁRIA VERSO E PROSA
Devido ao grande número de participantes, destinamos, também, um prêmio especial a um concorrente campolarguense.
A premiação será realizada no dia 9 de setembro, a partir das 19h, na biblioteca pública de Campo Largo. Os vencedores de outras regiões serão comunicados acerca de forma alternativa da entrega do prêmio.
Os poemas premiados serão publicados em breve em nosso blog. A relação dos vencedores está, também, divulgada em nossa comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=92197026
Parabenizamos os vencedores e agradecemos a todos aqueles que prestigiaram e tornaram possível este nosso primeiro concurso de Poesia. Contamos com a presença de todos na próxima edição.
São Paulo – SP
Abílio Machado de Lima Filho
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
ENTRELUGAR

Estende em gorjeios
as mãos frente aos ramos febris
Os pêssegos, outrora em flores,
caem ao chão em gesto servil
com a única preocupação
de oferecer-lhe o néctar
Vê-la assim indolente
com os lábios úmidos
e despertos
com o vento sibilante
roçando-lhe a pele
fastidiosamente
provoca-me qualquer estranhamento
Desejaria encontrar-me
tão plena e certa
Mas a mim
que sempre fui tão subserviente
quanto qualquer fruta
não foi dado o direito
de pertencer a espaço nenhum
Prenderam-me neste entrelugar
de onde nenhuma graça
pode me salvar
De onde eu, em desespero,
observo incrédula
a existência alheia
mirífica
miraculosa
enquanto minha vida
se esvai.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
ISTO NÃO DEVERIA SER A ÁFRICA
José Saramago
terça-feira, 11 de agosto de 2009
MENINA MORTA
De um passado longínquo
restam, ainda, alguns ruídos
as paredes de cor ocre
do quarto imaculado
cobertas de um suspeito negror
irremediável
Lá fora, a bruma da madrugada
ainda sussurra
cantigas enfadonhas
e cheias de dor e mágoa
E eu, só e sentada
a fronte submersa
no espelho das verdades
E, assim, tentando dar cor ao rosto
de um semblante circunspecto
sinto emergir o som
das rendas diáfanas
Abrem-se as janelas da adoração
E ela invade o ambiente
ponteando o rebanho
de doidas mulherzinhas
ávidas por meus cabelos.
Surge como flor efêmera
trazendo o sol em seus olhos
raiado
Mas como posso com esse corpo iluminado?
A minha alma é um naufrágio só
Mas nesta manhã em que rompe
claridade inefável
quando de sua inopinada chegada
resta-me fitá-la temerosa
e trêmula.
Sozinhas, então, seguimos por claustros
de onde pétalas flutuam em dança
- Por favor – imploro
- sou apenas uma criança!
Não mais ressoam os ecos
e ela, sabendo de minha náusea
Provoca-me com seu sorriso desértico.
Conheço, definitivamente,
a cor do silêncio
Acolhida sou por um rosto
desfigurado
E seu corpo, feito de éter
move-se para mim
como que em prece
Não me deixará sofrer, promete
e agarrará desesperadamente
meu retrato
a cada saudade
de forma quase selvagem
E sinto em seu movimento sinistro
fortuita vontade de desfazer-se
de seus planos
de abraçar-me para sempre
até o túmulo
Ah, mas o despertar maligno
aponta novamente para a resolução
E já me vejo embarcando
nos navios
do desconhecido
em viagem pelos mares
e seus redemoinhos
rumo à torturante exatidão
Ainda agora quando me acordo
lembro do cheiro da despedida
prendo-me às rendas
sentindo um resto de vida
lembro que fui a menina
que um dia sonhando
irrompeu por todas as portas
as suas lágrimas desditas
mas que neste presente não sonha mais
esta menina já não chora,
esta menina está morta.
poema de Jaqueline Nascimento

